A estrada da vergonha Silves – Odelouca – Porto de Lagos
Mais um ano, mais um Verão, e encontro uma vez mais a referida estrada Silves-Odelouca-Porto de Lagos, abandonada à sua má sorte, e entregue aos seus poucos utilizadores, entre os quais, moradores a tempo inteiro, moradores temporários, das margens da estrada acima referida, e outros que só a utilizam porque provavelmente não fazem a mais pequena idéia do estado lamentável em que se encontra.
Nem sequer num ano de três actos eleitorais, entre estes, uma eleição para a presidência da câmara e de todas as freguesias do concelho, ninguém, incluindo a presidente ainda em exercício, nem mesmo qualquer vereador tiveram a dignidade de resolver a situação degradante, para os moradores, ou não, das imediações desta estrada dos horrores, dos buracos e das lombas irregulares.
Pelos vistos, a tradição já não é o que era, e já lá vai o tempo em que qualquer presidente de autarquia que se prezasse, tinha sempre como trunfo de última hora, a abertura de uma nova estrada, ou em alternativa, a melhoria considerável de todas as vias de comunicação do concelho a que supostamente governava, ou fazia parecer que o governava de acordo com os interesses dos munícipes, e de todos os que nele, ou nela votaram, nas eleições anteriores.
Pelos vistos, parece que os autarcas de Silves estão apostados em alterar este tipo de tradições, e ninguém está minimamente interessado em melhorar a qualidade de vida daqueles que habitam por estes lados, ou que regularmente cá vêem, pois é uma parte do concelho, em que por outras razões, cheira sempre ou quase sempre muito mal, mas que têem igualmente por base questões
relacionadas com a incúria, o total desprezo pelos que aqui vivem, a irresponsabilidade, e a atitude tão portuguesa, como é o deixa andar, que depois logo se vê.
No entanto, e como há já vários anos se realiza durante o mês de Agosto, a já famosa Feira Medieval de Silves, eu sugeria que uma parte da mesma viesse a ter lugar ao longo da estrada, acima referida, pois seria uma boa forma de dar a ver tanto aos de cá como a forasteiros, como eram as estradas do concelho, nesses tempos tão remotos como foi a época medieval.
E aproveitavam, numa rara combinação de factores favoráveis, o ambiente proporcionado pelos cheiros, bons no sentido em que se proporcionava uma demonstração credível devido aos vapores provenientes da deficiente laboração da ETAR do concelho, e assim se oferecia aos visitantes uma fiel recriação da vida e do ambiente que supostamente se respirava na época.
Em face de tudo isto, como está fácil de concluir esta Presidente não serve os legítimos interesses dos habitantes e frequentadores do Falacho até Odelouca e portanto, se antes não se interessou por estes filhos da terra para ganhar os votos destes nas urnas, não irá ser agora que virá a interessar-se, pois fez tudo para os deixar indignados perante a sua indiferença e inoperância,
perante problemas de resolução tão urgente.
Rui Amaro
Silves, 15 de Agosto de 2009
Silves, 15 de Agosto de 2009
Os meus agradecimentos antecipados para o Sr. Carlos Cabrita, bem como para todos/as os/as bloquistas do concelho de Silves.
Muito Obrigada pelo seu e-mail.
ResponderEliminarÉ realmente muito triste ainda existir situações assim. Só se faz alguma coisa, quando têm conhecimento que vem aí a televisão, como foi no caso do Rally e depois a Barragem do Odelouca...põe-se uma camada fina de alcatrão e já está...Temos o concelho todo em ordem... Tenho PENA, é de alguém do PSD não morar naquela zona para ter de todos os dias ver com os proprios olhos como está a viver aquela população.
Cumprimentos
Ana Santana